Após um longo período sem escrever retorno as atividades no blog. Cumprido a primeira etapa, começo a pensar como a pesquisa pode ser aprofundada e realimentada. Como parte do processo duas apresentações já ocorreram, uma na apresentação do Rumos em São Paulo e outra no Festival Dança.com em Porto Alegre e foram completamente diferentes. Se em São Paulo pela configuração do espaço (Teatro Coletivo) pude perceber as reações da platéia, em Porto Alegre acabei apresentando em um configuração mais tradicional, onde a platéia ficou no escuro. Mesmo assim, posso afirmar pelo que ouvi do meu ponto de observação, o palco, que as reações em Porto Alegre foram muito mais contidas. Necessito dizer, que minhas reações as ações que proponho, também foram diferentes, e não tiveram as mesma constância. Mesmo optando por não ensaiar, o corpo já parecia preparado para as ações, para receber a batida da ratoeira, para levar o choque. Engraçado, mas fiquei com a sensação de precisar de novos desafios, novas sensações, totalmente coerente com a pesquisa, mas como lidar com a possibilidade de um círculo vicioso? Onde a pesquisa se encerra? Pensando desta maneira, me questiono como lidar com a idéia de pesquisa em arte que não tem a possibilidade de seguir uma metodologia científica baseada em resultados, já que os mesmos não são estáveis. Como organizamos o conhecimento gerado por essas experiências, para transformá-los em discurso e qual a necessidade do discurso? Quando vou conseguir responder algumas das minhas perguntas?
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