Em razão dos últimos acontecimentos faço este post pensando em como é difícil compartilhar um processo de pesquisa artística. Pois não tenho vontade de falar sobre tudo que penso e faço durante a pesquisa, não se trata de egoísmo, ou de egocentrismo e sim a sensação de estar dando a receita antes de que vc leitor possa provar o bolo. rsrsrs Talvez seja mais interessante ver o trabalho e ai visitar este blog, pelo menos para mim quando me interesso por um filme, espetáculo ou artista é geralmente o que acontece, eu vejo e depois busco mais informação.
Tenho horror a idéia de que possam entender meu trabalho enquanto uma mensagem sobre a morte, coisas do tipo aceitem a morte, não busquem a eternidade. Isso reduz a potencialidade de qualquer trabalho. Sinta o que você sente e não tente decifrar.
24
fev
10
Oi Marcos, aqui é a bianca. Assisti à demonstração do teu processo e queria basicamente te recomendar um livro muito lindo chamado O Instante da minha morte, escrito pelo Maurice Blanchot- tem uma introdução-pósfacio do Derrida Chamada Demeure, ficção e testemunho.
acho que tem a ver mesmo com essas questões-problemas que tu sentiu do público na apresentação.
boa sorte.
Vou procurar, obrigado pela dica e pela presença na desmonstração.
Abraço
Oi Marcos,
também sinto o mesmo, como expor a pesquisa sem esgotar a imaginaçao do espectador? sem dar todas as respostas?
Olha, nao sei se vai te interessar, mas vi numa livraria este livro: http://www.zonadecompras.com/La-muerte-como-espectaculo/Michela-Marzano/p/189989, lembrei de vc.
Nos vemos em breve, um abraço!
j.
Legal ver que não é apenas um pensamento isolado. O livro parece forte e interessante, mete medo na verdade. Abraço e nos vemos no rumos.